• Chapada Diamantina: ICMBio realiza aceiros negros para evitar incêndios nos Gerais do Rio Preto e Vieira

    Neste mês de junho, o Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD) começou a confecção de aceiros negros para proteger locais sensíveis ao fogo, como nascentes, matas ciliares e florestas. A primeira experiência foi realizada nos Gerais do Rio Preto e Vieira, locais com alta incidência de incêndios florestais.

    Os aceiros são faixas com pouca, ou sem vegetação, cujo objetivo é formar uma barreira natural e impedir a propagação de incêndios, protegendo áreas onde a taxa de mortalidade das plantas é alta e com menor capacidade de recuperação. “Optamos pelos aceiros negros, que são confeccionados com a utilização de fogo, por apresentar várias vantagens em relação a limpeza feita com foices e enxadas”, destaca Luiz Coslope, gerente do fogo do PNCD.

    Chapada Diamantina: ICMBio realiza aceiros negros para evitar incêndios nos Gerais do Rio Preto e Vieira

    A primeira delas é que nos aceiros negros a rebrota do capim ocorre rapidamente, ficando praticamente imperceptível aos visitantes. Além disso, minimiza os solos expostos e as erosões, que são comuns em aceiros feitos com ferramentas. A utilização do fogo também aumenta muito a capacidade de execução. “Levaria muito mais tempo e esforço para confeccionar um aceiro do tamanho necessário para barrar os incêndios”, explica Coslope.

    Estão sendo feitas faixas que possuem, em média, 50 metros de largura e somadas possuem 9 km de comprimento, totalizando uma área de 40 hectares. Até o final do mês de julho, se as condições climáticas forem favoráveis, ainda serão realizados outros aceiros próximos a BR 242.  O objetivo é criar uma rede de aceiros interligados para diminuir a ocorrência e a extensão dos incêndios no final da estação seca, facilitando o seu monitoramento e controle.

    Chapada Diamantina: ICMBio realiza aceiros negros para evitar incêndios nos Gerais do Rio Preto e Vieira

    Em amarelo, áreas queimadas de forma criminosa no Gerais do Rio Preto em 2018. Em vermelho, aceiros negros confeccionados em 2019. Fonte: PNCD/ICMBio

    A escolha do lugar e da época para a confecção dos aceiros é imprescindível para o seu sucesso e para minimizar o seu impacto. Por isso, foram eleitas áreas de campo limpo, onde a vegetação é resistente ao fogo e as plantas não morrem após a passagem dele. Também estão sendo feitos em dias com alta umidade da vegetação e do ar, baixas temperaturas e pouco vento, o que proporciona um fogo de baixa intensidade, que não mata arbustos e outras plantas mais sensíveis.